INOVAÇÃO – Estudantes de Gastronomia criam sobremesas durante o concurso “O doce sabor da sustentabilidade”

Atividade envolveu as disciplinas de Técnicas de Serviço de Salão, Cozinha Brasileira e Confeitaria

Estudantes do 3º semestre do curso de Gastronomia tiveram o desafio de preparar sobremesas autorais, com a obrigatoriedade de pelo menos utilizar um dos seguintes ingredientes: chuchu, capim-santo ou pequi. Eles participaram do Concurso Gastronômico “O doce sabor da sustentabilidade”, no dia 11 de junho, no Laboratório de Gastronomia e Nutrição da UNISANTOS.

 

O concurso, que envolveu as disciplinas Técnicas de Serviço de Salão, Cozinha Brasileira e Confeitaria, teve o objetivo de incentivar a criatividade e a inovação, com foco na sustentabilidade na área da confeitaria.  O júri foi formado por chefs renomados da região: Márcio Okumura (Okumura Restaurante), Daniel Stucchi (Restaurante Sítio 17), Vinicius Gomes (Cafeteria Revo Coffe Co) e Beatriz Benati (Confeitaria GastronoBia), além da editora do caderno Boa Mesa e da AT Revista, Fernanda Lopes.

 

Júri foi formado por chefs renomados da região

“O principal para eles é o aprendizado. Na culinária atual você precisa inovar. Eles pegaram várias técnicas e aplicaram com sabores diferentes, isso faz com que eles cresçam”, destacou o chef Márcio Okumura.

 

Receitas foram preparadas no Laboratório de Gastronomia e Nutrição

Da equipe vencedora, Isabella Severo, autora do “Gelato do Pará”, conta que a ideia surgiu após pesquisar e discutir bastante com o grupo. A receita foi sorvete com uma torta de castanha do Pará e avelã, uma calda de maracujá por cima e o creme de confeiteiro com a erva cidreira “.

 

“Gelato do Pará”

A estudante Victoria Bohrer fez parte da equipe que elaborou a sobremesa “Lágrimas de Tainá”. Ela contou que a história do doce surgiu quando pesquisou sobre o pequi e esbarrou na lenda de como ele surgiu para os indígenas. “É muito interessante que a história é sobre o sofrimento de uma índia que perdeu o seu filho e como os deuses trouxeram para ela o fruto do pequi. Foi aí que eu criei o doce. É um mousse de pequi representando o filho, que é envolto por uma calda de chocolate amargo, que representa a dor de sua perda.”

 

As sobremesas criadas, foram: “Lágrimas de Tainá”, “A joia do cerrado”, “Citronnelle Citron”, “Brasileirinho” e o “Gelato do Pará”.