A Mapoteca SantosPort é um projeto de mapeamento digital de documentos históricos do Porto de Santos, dedicado aos levantamentos cartográficos existentes e à análise da sua evolução ao longo do tempo do maior complexo portuário da América Latina. Foram digitalizados 14.400 documentos históricos e quase 6 mil desenhos técnicos, o que contribui significativamente para a preservação e segurança do acervo físico, além de facilitar o acesso futuro a esse material.
O processo de urbanização e modernização do Porto de Santos pode ser compreendido por meio de uma leitura histórica desses documentos e registros técnicos. A trajetória do maior porto da América Latina revela um contínuo movimento de expansão territorial, inovação tecnológica e adaptação às demandas econômicas do Brasil e do comércio internacional.
Os documentos, digitalizados para o sistema Pergamum, plataforma adotada para a gestão e disponibilização digital do acervo, são plantas históricas de 1916, 1925, 1935, 1954, 1965/1970 e 1973, que mostram a evolução urbana do porto (os demais arquivos, mais específicos, estão sob cuidado do Museu do Porto). Em conjunto com fotografias aéreas georreferenciadas, esse material torna possível identificar padrões de crescimento espacial e funcional, além da avaliação dos impactos do porto, tanto no desenvolvimento urbano de Santos quanto na configuração atual de sua infraestrutura.
A digitalização das plantas históricas desempenha papel fundamental nesse processo analítico. Ao converter o acervo físico em arquivos digitais georreferenciados, torna-se possível sobrepor temporalidades, mapear transformações espaciais, e identificar padrões de expansão com precisão.
Essa ferramenta amplia as possibilidades de pesquisa e interpretação territorial, permitindo que o Porto de Santos, seja estudado sob uma perspectiva integrada entre memória histórica, planejamento urbano e desenvolvimento sustentável. Além de preservar o patrimônio documental, a digitalização democratiza o acesso ao conhecimento e fortalece a construção de uma memória coletiva especialmente informada sobre a relação entre porto e cidade.

















