EXTENSÃO – Estudantes dos cursos de Engenharia Civil, Engenharia de Produção e Química Tecnológica coletam 4.648 resíduos na Praia do Gonzaga, em Santos

Coleta teve início próximo ao calçadão
Ação foi até a beira d’água
Estudantes usaram luvas e pás

Em menos de 40 minutos, estudantes do 3º semestre dos cursos de Engenharia Civil, Engenharia de Produção e Química Tecnológica coletaram e catalogaram 4.648 resíduos em uma área de 4 mil metros quadrados, nas areias da Praia do Gonzaga, em Santos, no sábado (9). A atividade, que integra o Projeto de Extensão Curricular (PCE), prossegue com a confecção de kits com exemplos de microlixos para ações de educação ambiental.

Após a coleta, estudantes catalogaram os resíduos

A coleta, realizada em parceria com o Instituto Mar Azul, contou com a participação de 45 pessoas. Divididas em grupos, elas recolheram, catalogaram, contaram e pesaram todo o material. No total, foram mais de 7 quilos de microlixos. Os tipos de resíduos mais encontrados, foram: plásticos diversos (2.455), bitucas de cigarro (1.302), tampa de garrafa pet e outras (166), papel (152), pinos de cocaína (138) e canudo de plástico (98).

Pesagem na praia

Coordenadora do curso de Engenharia Civil, a professora doutora Márcia Aps disse que as empresas responsáveis pela limpeza das praias recolhem o macrolixo, pois o microlixo, muitas vezes fica ‘invisível’ devido à movimentação da areia. Ela explicou que para a catalogação foi utilizada a metodologia OSPAR (conjunto de diretrizes e protocolos adotados por 15 governos europeus e a União Europeia).

Responsável pelo PCE, o coordenador do curso de Engenharia de Produção, professor doutor Ricardo Kenji Oi contou que o objetivo da atividade é evidenciar os dados para futuras ações educativas e preparar os futuros profissionais para os desafios do futuro. O desafio agora é preparar os kits e comparar com o material existente, recolhido e catalogado no ano passado.

 

Ricardo e Márcia
Hailton Santos

EDUCAÇÃO AMBIENTAL – Diretor-presidente do Instituto Mar Azul, Hailton Santos explicou que a ONG tem como foco o estudo dos impactos do microlixo nas praias de Santos. Ele ressaltou que a parceria com a UNISANTOS é muito importante, pois é preciso ampliar as ações com a área educacional. “A ideia é ampliar o nosso trabalho. Não queremos apenas coletar, mas ir além para contribuir com o poder públicos. Precisamos de leis e de um trabalho com foco na educação ambiental. Os jovens precisam participar desse processo para que haja uma mudança de comportamento”, disse.

José Fernando Serafim

Do carrinho de praia Pompeia Drinks, o vendedor ambulante José Fernando Serafim de Lima, que atua há quatro anos na área em que a coleta foi realizada, considerou a ação dos estudantes muito importante para conscientizar as pessoas. No momento da atividade ele estava fazendo a limpeza do seu espaço e disse que os frequentadores da praia não fazem a sua parte, jogando o lixo em qualquer lugar. “Temos as lixeiras e conscientizamos, mas o povo não colabora”.

 

Nicole Corrêa
Vitto Penteado
Ytauana Santos

ESTUDANTES – Do curso de Química Tecnológica, a estudante Nicole da Silva Corrêa, de 20 anos, disse que tinha uma ideia do que poderia ser encontrado na praia, mas ficou surpresa com a quantidade de microlixo. “Com essa atividade, agora consigo observar melhor os diferentes resíduos e o impacto para o meio ambiente. Essa atividade é muito importante para minha formação como profissional e cidadã. Precisamos mudar as nossas atitudes”, destacou.

Estudante do curso de Engenharia de Produção, Vitto Lucas Penteado, de 19 anos, também considera importante a atividade para a sua formação profissional. Segundo ele, conscientização é a palavra-chave. “Essa é uma ação muito importante porque não temos ideia do que acontece aqui. Precisamos saber como está a qualidade das nossas praias. Fica a mensagem do autocuidado, de preservarmos a natureza e o habitat marinho”.

Pela segunda vez, a estudante de Engenharia Civil, Ytauana Pereira Santos, de 20 anos, participa da atividade de extensão. “Com essa ação conseguimos identificar mais o tipo de lixo que é jogado nas nossas praias. O meio ambiente está ‘gritando’ por ajuda. Essa atividade é muito importante para a minha formação, afinal precisamos nos preocupar com as construções e os seus impactos ambientais”, destacou.

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