

Decks, centros de convivência, pontos de descarte de lixo e uso de materiais sustentáveis são algumas das intervenções propostas pelos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo para o bairro Sítio São João, em Bertioga. Com foco na melhoria urbanística e arquitetônica, 21 projetos foram desenvolvidos por cerca de 130 alunos, como parte do Trabalho de Graduação Inicial (TGI)
Localizado às margens da rodovia Rio-Santos e próximo a rios e áreas de manguezal, o Sítio São João abriga atualmente mais de 200 famílias e enfrenta desafios relacionados a alagamentos, à coleta de lixo e à falta de pavimentação. Esse cenário foi observado de perto pelos alunos durante uma visita técnica realizada no dia 2 de março (confira a matéria AQUI). A partir dessa experiência, os estudantes desenvolveram propostas que buscaram conciliar desenvolvimento urbano, preservação ambiental e melhoria da qualidade de vida da comunidade. As contribuições foram apresentadas e avaliadas por secretários municipais e técnicos da Prefeitura na última sexta-feira (6). As apresentações estão disponíveis no canal do YouTube do projeto.


O trabalho, que antes era desenvolvido ao longo de um mês, neste ano teve o prazo de uma semana. Ludmila Lopes Duarte, do 7º semestre, encarou a experiência como desafio profissional. “É uma coisa positiva para a gente, pois é assim que funciona na vida. Desse jeito, a gente aprende a trabalhar mais rápido e a pensar em coisas mais reais, viáveis”, declarou. Para ela, compatibilizar as necessidades dos clientes, organizar o trabalho e promover a integração entre os colegas foi a chave para o sucesso do projeto.
Já Cláudia Letícia Lira, do 3º semestre, destacou que o acompanhamento dos professores durante a semana foi crucial. “Tirando o fato de ter sido esclarecedor, tivemos o entendimento do que seria viável ou não, o que seria de alta ou baixa manutenção. A gente teve uma visão do que seria melhor para esse projeto, para ele ser executado, ter um bom custo-benefício e preservando a natureza também”. Ao se deparar com a falta de infraestrutura para a coleta de lixo, ruas estreitas e a ausência de áreas de lazer, ela percebeu que a grande questão do projeto era pensar na comunidade e no sentimento de pertencimento.



Vitor Toledo Bondezan, também do 3º semestre, vê o projeto como um “aquecimento para o semestre”. Ele notou o quanto evoluiu ao longo do curso, principalmente na capacidade de contribuir nas discussões em grupo. “Tem termos que você não sabia antes e agora você sabe. Querendo ou não você está mais apto a participar das trocas de ideias e da produção porque você sabe o que está fazendo. Ainda preciso de algumas instruções, mas também consigo orientar quem tá no primeiro [ano]”, afirmou.

“Não me senti deixada de lado em nenhum momento”, afirmou Júlia Gamba Terra, do 1º semestre. Tendo que realizar o TGI já na segunda semana que frequentava o curso, ela contou que não teve dificuldades, pois houve uma boa comunicação do grupo com instruções claras para elaboração da maquete. Também ressaltou que foi muito especial conhecer alunos dos outros anos, o que a fez se sentir mais pertencente à instituição.
INTEGRAÇÃO – O coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo, o professor mestre Ricardo Augusto Granata, contou que um dos objetivos da atividade é promover a integração dos calouros. Essa integração já ocorria em anos anteriores, mas de forma esparsa. “Um dos objetivos é integrar o aluno que está entrando. Ele entra e já vai trabalhar em um projeto, podendo ver e entender o curso todo. Tem trabalho para todo mundo”, disse. Para ele, as apresentações finais foram condizentes com o que havia sido proposto e também com os pontos levantados pela prefeitura, mostrando-se coerentes e enriquecidas pelas ideias dos alunos.

















