VIDEOCAST – Em entrevista, novo chanceler da UNISANTOS, Dom Joaquim Mol, fala sobre a missão da universidade, os desafios e as primeiras propostas que devem ser implementadas

Dom Mol também falou sobre os desafios do  Pacto Educativo Global, proposto pelo Papa Francisco

No dia 5 de novembro, quando tomou posse como Bispo da Diocese de Santos, Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães tornou-se o chanceler da UNISANTOS, líder máximo da instituição. Educador e ex-reitor da PUC Minas (2007 a 2022), ele concedeu entrevista exclusiva (acesse AQUI) e falou sobre ensino, pesquisa e extensão; sobre o papel da Pastoral da Universidade, sobre a missão dos docentes, pesquisadores e técnico-administrativos; e apresentou três propostas de ações que devem ser implementadas na instituição.

Para Dom Mol, a qualidade é intrínseca à educação católica, por isso é preciso cautela em relação aos rankings educacionais realizados por alguns institutos de pesquisa. “Mais do que falar da posição no ranking, é preciso mostrar o que está sendo entregue à sociedade, porque o que está sendo entregue é o melhor ranking. O ranking deve ser feito entre os egressos, porque eles conhecem bem aquilo que é a qualidade de uma instituição”.

 

“A UNISANTOS é uma universidade de qualidade”, destacou Dom Mol

UNIVERSIDADE SEM MUROS – Em relação à pesquisa, Dom Mol foi enfático ao afirmar que uma instituição de educação superior católica não pode abrir mão da pesquisa, assim como os pesquisadores da ética. “Desejo muito que a UNISANTOS possa contar cada vez mais com excelentes pesquisadores, pessoas dedicadas, porque nós sabemos que uma pesquisa exige tempo…” Ele destacou também que os pesquisadores precisam sair dos laboratórios e irem ao encontro da comunidade. “Sonho com uma universidade sem grades, sem muros, de modo que daqui saiam os pesquisadores e entrem as pessoas do povo”.

Ao não dissociar ensino, pesquisa e extensão, princípio inclusive previsto na Constituição Federal, Dom Mol também citou que é preciso olhar o destinatário da ação extensionista, e fazer com que o estudante possa sair do seu “mundo” e ir ao encontro do outro. “O estudante necessita da extensão, assim como a terra seca precisa da água para fecundar. Uma formação em nível superior que não tem a extensão é, mais ou menos, como deixar com que o estudante saia da universidade em período de seca, sem produção alguma”.

 

“Ninguém tem direito de isolar ninguém”

AGIR COMO JESUS – Ao citar a Pastoral da Universidade, Dom Mol lembra que ela deve ser efetiva em todos os segmentos da comunidade universitária, ou seja, pensando nos estudantes, nos docentes e no corpo técnico-administrativo. Sua atuação, segundo ele, é de um jeito muito específico, com ênfase nos valores do Evangelho.

“A pastoral universitária é para fazer a gente viver, de um jeito bom, um estilo de vida de acordo com valores que nos norteiam. Aqui, dentro dessa Casa ninguém tem direito de maltratar ninguém. Ninguém tem direito de isolar ninguém. Ninguém pode excluir ninguém. Ninguém dentro dessa Casa pode ser grosseiro com as pessoas, mentir, espalhar fake news e criar situações que são constrangedoras”, ressaltou.

 

 

“A filosofia é que nos ajuda a pensar”

PRIMEIRAS AÇÕES – Dom Mol disse que estará presente na Universidade e à disposição da comunidade acadêmica. Entre as suas primeiras propostas, estão: integração das marcas UNISANTOS e Liceu Santista, para que todas as pessoas compreendam que a Universidade e o Colégio fazem parte de um único complexo educacional, portanto é possível iniciar uma formação desde o berçário até a pós-graduação; oferecer um novo portfólio de cursos com foco na inovação não apenas tecnológica, mas humana também; e fortalecer a formação teológica e filosófica em todos os níveis de formação, considerando que “a filosofia é que nos ajuda a pensar, pensar criticamente, pensar de uma maneira cirúrgica, pensar de uma maneira profunda”.

 

Para conferir os detalhes desses e outros assuntos, acesse o videocast, clicando AQUI.

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