MONU – Modelo das Nações Unidas discute conflitos globais e integra estudantes do ensino média e da graduação, em mais uma edição da simulação de uma assembleia da ONU

Simulação contou com 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, e dois países convidados, o Irã e o Brasil

A relação dos Estados Unidos com a América Latina e Groenlândia/Dinamarca, a invasão da Rússia na Ucrânia, os conflitos no Oriente Médio e o estreito de Ormuz, os desafios e impactos internacionais na República Democrática do Congo, e a disputa entre Índia e Paquistão na área da Caxemira. Estes foram os temas discutidos por estudantes do ensino médio e de graduação, em mais uma edição da simulação de uma assembleia da ONU, por meio do programa Modelo das Nações Unidas (MONU), no último dia 20.

Os temas geraram inúmeros debates e propostas de resolução por parte dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, e dois países convidados, o Irã e o Brasil. A sessão especial (simulação) do Conselho de Segurança foi presidida pela China, que exerce atualmente (mês de maio) a liderança deste órgão da ONU.

No total, participaram 45 estudantes do ensino médio e da graduação

No total, participaram 45 estudantes de cursos de graduação da UNISANTOS e do ensino médio, das seguintes escolas conveniadas com a instituição: ETEC Escolástica Rosa, Colégio Universitas, Liceu Santista, Escola Estadual Dr. Reynaldo Küntz Busch, Colégio Rita de Cássia, Escola Estadual Prof. Diniz Martins, Colégio Objetivo Ponta da Praia, ETEC de Praia Grande. Para a simulação, eles se preparam durante quatro encontros organizados pelos pelo professor doutor Daniel Freire e Almeida, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito, e pela professora mestre Gabrielly Almeida Santos do Amparo, do curso de Relações Internacionais.

Os professores responsáveis Daniel Almeida e Gabrielly Santos

Segundo o professor Daniel Almeida, as atividades envolveram competência e habilidades de representação, informação e negociação internacional. “Os estudantes tiveram a oportunidade de estabelecer atividades de integração, representando os países que atualmente fazem parte do Conselho de Segurança, nos moldes do que é feito por diplomatas na ONU”, destacou.

A professora Gabrielly Santos ressaltou a importância da simulação para que os alunos compreendam as complexidades da política internacional e aprendam defender seus argumentos de forma estruturada e formal. “É importante porque às vezes as pessoas pensam que é fácil fazer a paz mundial e não é bem assim. Aqui eles veem a dificuldade de passar uma resolução, como é a realidade do mundo.”

 

APRENDIZADO NO ENSINO MÉDIO

Eduardo Elias

Para o estudante do Colégio Presidente Kennedy, Eduardo Elias Pinho, de 16 anos, a preparação para o debate foi importante para aprender mais sobre as realidades e as culturas de outros países. “Eu aprendi muito. Além de entender um país e um contexto completamente diferente aqui do Brasil”. Representando a República Democrática do Congo, ele disse que estudaram o discurso do próprio país para promoverem a resolução dos conflitos. “Pegamos o tema da própria República Democrática do Congo, do fim do conflito interno com o grupo terrorista M23, e a resolução fala muito sobre a paz.”

Yasmin Sophie

Da ETEC de Praia Grande, Yasmin Sophie de Azevedo Teixeira, de 17 anos, acredita que é uma experiência divertida e ao mesmo tempo séria por se tratar de uma simulação. “É legal ver pessoas e interagir com pessoas adultas de outras cidades, de outros cursos [graduação]. É uma forma também de ter uma perspectiva melhor do que fazer quando for pra faculdade”. Ela contou que a proposta do seu grupo foi a de reafirmar a soberania dos países e propor formas de combater o narcotráfico, a fim de que não houvesse intervenção dos Estados Unidos na política de outros países.

Rodney Costa

Já o estudante da ETEC Escolástica Rosa de Santos, Rodney Costa do Nascimento Silva, de 17 anos, representou a Letônia e contou que participar do MONU ajudou muito na sua escrita e nas técnicas de pesquisa. “Aprendi muito a questão da escrita e a formalizar melhor uma pesquisa, deixar mais coerente e técnica. Achei muito interessante.”Ele disse, ainda, que teve de pesquisar muito, porque queriam ter dados suficientes para persuadirem as outras delegações. “A principal postura que tivemos foi, obviamente, o cessar fogo e o tratado de paz. Precisamos citar nossa pesquisa de forma bem acentuada, para convencer as delegações que estavam agitando o caos”, afirmou.

 

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