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Arquiteta apresenta projeto que transformou área de lixão na comunidade do Jardim Colombo, em São Paulo

Ester Carro

‘Transformar territórios também é transformar vidas’. Essa foi uma das reflexões que marcaram a palestra “Urbanismo Social: práticas territoriais e transformação comunitária”, ministrada pela arquiteta e urbanista social Ester Carro, no dia 14 de outubro, durante a XXVIII Semana de Arquitetura. Presidente do Instituto Fazendinhando, ela destacou o projeto “Fazendinha” que transformou uma área utilizada como lixão, na comunidade do Jardim Colombo, um espaço de uso comum construído coletivamente pelos moradores, em São Paulo.

Mestre em planejamento urbano e especialista em urbanismo social, Ester Carro apresentou práticas de urbanismo social que transformam os territórios por meio da participação ativa dos moradores e das lideranças comunitárias. Nesse contexto, destacou as iniciativas que vão além da construção e da reforma de moradias dignas, abrangendo a capacitação profissional, a sustentabilidade e a redução dos impactos ambientais na construção civil.

“Fazendinha” transforma áreas na periferia

“Sempre tive um sonho de aprender, adquirir novos conhecimentos, novas técnicas que iriam me possibilitar, posteriormente, atuar no meu território”, disse Ester. Eleita uma das 50 arquitetas mais influentes do Brasil, pela Casa Vogue Brasil 2024, ela destacou também o “Fazendeira”, iniciativa que capacita mulheres para se tornarem agentes de transformação em suas comunidades e nas próprias moradias. O projeto, que começou com 15 mulheres, expandiu sua atuação e hoje oferece diferentes cursos relacionados à construção civil, além de módulos para aprofundamento profissional.

Ester, que integrou a lista da Forbes Under 30, em 2023, na categoria Design, questionou a ideia de que a arquitetura se restringe a construções monumentais e defendeu que a atuação social também é parte fundamental da profissão, independentemente da dimensão das obras. Além disso, reforçou a importância de uma gestão compartilhada entre o poder público, a iniciativa privada, as universidades, as lideranças comunitárias e os moradores, de modo a distribuir responsabilidades entre os diferentes agentes.

A XXVIII Semana de Arquitetura teve como tema “Mulheres na Arquitetura.”