CAFÉ PEDAGÓGICO – Pesquisadores do Mestrado e Doutorado em Educação discutem o trabalho pedagógico

Evento integrou o Colóquio Internacional “Educação e Contemporaneidade”

“O Trabalho Pedagógico On-line: Desdobramentos à Prática Docente na Educação Básica” foi o tema do webinar Café Pedagógico, ontem (3), que contou com a participação de representantes do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da UNISANTOS, a professora doutora Maria Amélia do Rosário Santoro Franco, a doutoranda  Lisley Cristina Gomes da Silva e a mestranda Thaís Morgado dos Santos; além da professora especialista Claudia de Toledo Giovannetti, diretora de escola pública em Santos.

 

Com o objetivo de debater as questões pedagógicas neste período de isolamento social e os desafios do trabalho docente, o Café Pedagógico fez parte das atividades do Grupo de Pesquisa CNPq/UFS Educação e Contemporaneidade (EDUCON) e integra a programação prévia do XIV Colóquio Internacional “Educação e Contemporaneidade”. O evento foi aberto pelo presidente da comissão científica do EDUCON, o professor doutor Bernard Charlot, titular emérito da Universidade Paris 8 (França), voluntário na Universidade Federal de Sergipe. Ele deu as boas-vindas e falou sobre a importância da atividade para o pensar pedagógico.

 

DESIGUALDADE SOCIAL – A professora doutora Maria Amélia Franco comentou que o momento da pandemia serve para uma reflexão mais aprofundada sobre as questões pedagógicas. Destacando a fragilidade e as dificuldades de atuar devido à pandemia, a docente da UNISANTOS ainda ressaltou que a Covid-19 mostrou de forma clara a desigualdade social e educacional existente no País. “Ensinar é muito mais do que passar um conteúdo, e essa situação [pandemia] mostrou as fragilidades pedagógicas e as suas dificuldades de atuação”. A pesquisadora lembrou que a “Pedagogia é um pensamento sobre a realidade”, por isso é preciso estar em diálogo, em reflexão crítica.

 

Com experiência na área da educação básica, a doutoranda Lisley da Silva destacou que esse período mostrou o quanto a escola foi abandonada. Segundo a docente, que é mestre em Educação pela UNISANTOS, os profissionais da área vêm sofrendo as consequências do que foi vivenciado e desenvolvido em décadas. “O ensino pedagógico é a alma da escola e nós precisamos dar voz aos alunos”.

 

Para a pedagoga Claudia Toledo as discussões devem fazer parte da rotina, para assim alavancar a educação no País. Ela lembrou que neste período os docentes tiveram que se adaptar à nova realidade e que muitos alunos não têm acesso ao ensino remoto. “É necessário pensar na prática social junto com a pedagógica e preparar os indivíduos a pensarem criticamente”. A mestranda Thaís dos Santos disse que a pandemia vem expondo todas as questões da escola e proporcionando uma reflexão nos professores. Além disso, ela também ressaltou que é preciso pensar se o trabalho que vem sendo realizado contribuiu para tornar os estudantes mais críticos nesse cenário. “Devemos pensar se realmente os estudantes estavam preparados para essa autonomia e se esse trabalho contribuiu para tornar os alunos mais críticos.”, destacou.