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Urbano Santos/MA: Escavações dão pistas de ancestrais de tupis e guaranis
Agência Estado. Último Segundo
janeiro/2006
 
traços de habitação humana no Estado do Maranhão remontam a uma época muito anterior à chegada de Henrique de La Rocque, o senhor de La Ravardière, que tentou estabelecer uma colônia francesa no início do século 17 onde hoje é a capital São Luís.

Arqueólogos começaram no início do mês a trabalhar em um sítio arqueológico no município de Urbano Santos, a 300 quilômetros de São Luís, onde estão sendo desenterrados vestígios de ocupação por prototupis, indígenas que viveram no litoral norte brasileiro entre 800 e 1200. Eles deram origem aos tupis que habitavam o litoral atlântico e a região central do Brasil quando os portugueses chegaram ao país.

A área foi achada durante o levantamento arqueológico do terreno que receberá uma planta de produção de celulose, trabalho exigido para que a obra obtenha licenciamento ambiental. As escavações estão no início, mas já foram encontrados restos de fogueiras, que vão permitir a datação do sítio, e cacos de cerâmica - todos com bordas decoradas com detalhes pintados em vermelho, que permitiram a identificação do grupo que havia ocupado a região.


Segundo o líder da expedição, Deusdedith Cordeiro, do Centro de Arqueologia e História Natural do Maranhão, o sítio ainda está sendo mapeado. “Neste momento, o trabalho servirá para dimensionar a área de ocupação.” Os prototupis eram povos semi-sedentários, conheciam técnicas agrícolas e produziam cerâmica, porém ainda caçavam e coletavam alimentos. Eles saíram de Roraima e começaram a migrar e ocupar o litoral do Brasil a partir do século 10º.


Esses povos teriam adotado duas rotas migratórias: uma seguiu pelo litoral até o Rio; outra ocupou primeiro o Pantanal, foi até o Sul e subiu a costa até o Sudeste. Os povos que seguiram a primeira rota deram origem aos tupis. Os que seguiram a segunda, aos guaranis. A identificação dos artefatos foi confirmada por um dos principais especialistas brasileiros, o mineiro André Prous, da PUC de Minas Gerais. “Hoje as peças constam de um catálogo nacional que Prous está organizando sobre cerâmica indígena achada em todo o País”, diz Cordeiro.

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