{"id":1100,"date":"2023-03-15T16:10:30","date_gmt":"2023-03-15T19:10:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.unisantos.br\/observacbhbs\/?p=1100"},"modified":"2023-11-13T16:29:05","modified_gmt":"2023-11-13T19:29:05","slug":"marco-pode-ter-chuvas-fortes-e-alerta-as-cidades-da-baixada-santista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.unisantos.br\/observacbhbs\/marco-pode-ter-chuvas-fortes-e-alerta-as-cidades-da-baixada-santista\/","title":{"rendered":"Mar\u00e7o pode ter chuvas fortes e cidades da Baixada Santista ficam em alerta"},"content":{"rendered":"<p><em>Depois do temporal do Carnaval, moradores de \u00e1reas de risco devem redobrar a aten\u00e7\u00e3o aos sinais de perigo. CBH promove discuss\u00e3o para tratar da preven\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<h6>Por Daniel Rodrigues, Caroline Melo e Luzia Souza<\/h6>\n<p>A previs\u00e3o de chuvas para o m\u00eas de mar\u00e7o acende um alerta para as noves cidades da Baixada Santista. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o progn\u00f3stico \u00e9 de 260mm a 300mm somente ainda este m\u00ea. Por isso, moradores de \u00e1reas de risco, como encostas e morros, devem ficar atentos aos sinais de perigo.<\/p>\n<p>Segundo o consultor cient\u00edfico da ONG Amigos da \u00c1gua, o climatologista Rodolfo Bonafim, mar\u00e7o tem potencial para tempestades r\u00e1pidas, que podem trazer alagamentos e transtornos em locais pontuais.<\/p>\n<p>Diferente de fevereiro, mar\u00e7o tem como caracter\u00edstica um maior \u00edndice de chuvas na regi\u00e3o. Para o climatologista, o alto n\u00edvel pluviom\u00e9trico registrado pelo Inmet n\u00e3o \u00e9 comum. Isso ocorreu devido ao temporal ocorrido durante o final de semana do Carnaval, dia 23 de fevereiro, quando as cidades do litoral paulista sofreram com a tempestade que durou em m\u00e9dia 16 horas e devastou diversos munic\u00edpios da regi\u00e3o. Apenas em Bertioga, por exemplo, o \u00edndice pluviom\u00e9trico chegou a 683mm.<\/p>\n<p>O temporal decorreu da reuni\u00e3o de v\u00e1rios fatores, como a frente fria an\u00f4mala para a \u00e9poca do ano, que se chocou com um ar que estava muito quente. \u201d Esse choque provocou algumas micro explos\u00f5es na atmosfera&#8221;, explica Bonafim.<\/p>\n<p><strong>Roda de conversa<\/strong><\/p>\n<p>Por conta da situa\u00e7\u00e3o prevista ser preocupante na Baixada, o Comit\u00ea de Bacias Hidrogr\u00e1ficas da Baixada Santista (CBH-BS) organizou uma roda de conversa com especialistas da regi\u00e3o. De forma remota, participaram o secret\u00e1rio executivo, Sidney Felix Caetano; o vice-secret\u00e1rio executivo, Ricardo Oi; M.sc. F\u00e1bio Rodrigo, da LocalSig; e do pesquisador Renan Braga Ribeiro e M.sc. Engenheira Alexandra Sampaio, da Unisanta.<\/p>\n<p>O pesquisador Renan Braga Ribeiro disse que as conversas, feitas em formas de entrevista, abordaram os projetos financiados pelo CBH-BS, que t\u00eam como objetivo auxiliar na tomada de decis\u00e3o, principalmente nessas situa\u00e7\u00f5es de eventos extremos. Foram mencionados o projeto SACI de previs\u00e3o de chuvas intensas, o projeto IARA de previs\u00e3o de ressacas do mar, os projetos de monitoramentos hidrol\u00f3gico dos rios da regi\u00e3o e o projeto de implanta\u00e7\u00e3o da Sala de Situa\u00e7\u00e3o de Recursos H\u00eddricos.<\/p>\n<p>Segundo Ribeiro, o CBH-BS se preocupa em monitorar essa quantidade de \u00e1gua, tanto a da chuva, que ir\u00e1 \u201dalimentar\u201d nossas bacias quanto a que temos em nossos rios. Por conta disso, o comit\u00ea tem financiado projetos para medi\u00e7\u00e3o desses dados para conhecer a regi\u00e3o, o regime de chuvas e o quanto epis\u00f3dios dessas chuvas intensas afetam o n\u00edvel e a vaz\u00e3o dos rios. Al\u00e9m disso, o CBH-BS come\u00e7ou a trabalhar com projetos para fazer a previs\u00e3o desses eventos extremos tanto de precipita\u00e7\u00e3o, quanto de vaz\u00e3o dos rios e de ressacas.<\/p>\n<p>\u201cComo todos sabemos, esses eventos causam impactos na nossa regi\u00e3o, vivemos em uma baixada, uma plan\u00edcie costeira baixa e pr\u00f3xima do n\u00edvel do mar, ent\u00e3o quando temos um evento de chuva intensa associado a ressaca com o n\u00edvel do mar elevado \u00e9 o pior cen\u00e1rio, pois causa alagamentos e inunda\u00e7\u00f5es principalmente\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>Esses eventos v\u00eam aumentando, tanto na frequ\u00eancia quanto na intensidade, ou seja, o cen\u00e1rio tem piorado. \u201cTivemos uma chuva hist\u00f3rica na regi\u00e3o da Baixada Santista e Litoral Norte, nunca houve registro de uma chuva dessa magnitude no Brasil como um todo. Al\u00e9m disso, com rela\u00e7\u00e3o aos eventos de ressaca, a gente tamb\u00e9m observa um aumento da frequ\u00eancia desses eventos\u201d, relata Ribeiro.<\/p>\n<p>Para ele, as prefeituras e \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis v\u00eam aprendendo cada vez mais com esses eventos. Entretanto, argumenta que \u00e9 sempre um desafio se preparar para eventos como esses, ainda mais quando se tem pessoas vivendo em \u00e1reas de risco. \u201cN\u00e3o tem sido feito de um modo geral \u00e9 justamente tentar realocar as pessoas que est\u00e3o nessas \u00e1reas de risco, ou mesmo impedir novas ocupa\u00e7\u00f5es nessas \u00e1reas. Essa realoca\u00e7\u00e3o e conten\u00e7\u00e3o precisam ser feitas, pois os eventos extremos continuar\u00e3o acontecendo, n\u00e3o tem como evitarmos que uma chuva ou uma ressaca intensa aconte\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Na cidade de Itanha\u00e9m, h\u00e1 a Sala de Situa\u00e7\u00e3o de Gerenciamento de Recursos H\u00eddricos, um espa\u00e7o f\u00edsico, com computadores e monitores para que equipes respons\u00e1veis possam acessar as informa\u00e7\u00f5es dos recursos h\u00eddricos da regi\u00e3o, como dados hidrol\u00f3gicos (taxas de precipita\u00e7\u00e3o, n\u00edvel dos rios e vaz\u00e3o em tempo quase real, al\u00e9m das previs\u00f5es). Ela \u00e9 um sistema computacional que agrega todos esses dados (sejam gerados por projetos financiados pelo FEHIDRO \/ CBH-BS ou de outras institui\u00e7\u00f5es) e que apresentam de forma acess\u00edvel, para auxiliar na tomada de decis\u00e3o, quando o assunto \u00e9 recursos h\u00eddricos, principalmente para tentar ajudar em eventos extremos.<\/p>\n<p><strong>Prefeituras<\/strong><\/p>\n<p><strong>Santos <\/strong>destaca que, por meio dos seus canais de comunica\u00e7\u00e3o (Portal e redes sociais) e da ampla divulga\u00e7\u00e3o na imprensa, emitiu alertas para a popula\u00e7\u00e3o sobre a previs\u00e3o de forte chuva na Cidade, no per\u00edodo do \u00faltimo Carnaval, em fevereiro. Neste per\u00edodo, n\u00e3o houve ocorr\u00eancias graves em Santos. A Defesa Civil da Cidade segue as diretrizes do \u00f3rg\u00e3o estadual acerca dos m\u00e9todos de alertar a popula\u00e7\u00e3o para eventuais situa\u00e7\u00f5es de riscos. Moradores dos morros devem observar sinais de perigo como trincas nas paredes ou no terreno da moradia, rachaduras no solo, inclina\u00e7\u00f5es de \u00e1rvores e postes, estalos nas paredes e muros estufados.<\/p>\n<p>Por meio da Defesa Civil, Santos conta com o contrato com a Funda\u00e7\u00e3o Centro Tecnol\u00f3gico de Hidr\u00e1ulica (FCTH) para o monitoramento meteorol\u00f3gico por radar; Coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica com o NPH\/Unisanta para o monitoramento de eventos oceano-meteorol\u00f3gicos (ressacas); Coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica com o CEMADEN (Centro Nacional de Alertas de Desastres Naturais-MCTI), al\u00e9m do GCE, da Defesa Civil<\/p>\n<p>Estadual, que envia boletins meteorol\u00f3gicos di\u00e1rios.<\/p>\n<p>O Plano Municipal de Redu\u00e7\u00e3o de Riscos (PMRR) traz o mapeamento das \u00e1reas de risco e t\u00e9cnicos da Defesa Civil visitam todas as moradias localizadas em setores de risco alto e\/ou muito altos, orientando os moradores quanto \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de riscos. Recentemente, passou a receber os boletins da Sala de Situa\u00e7\u00e3o do CBH\/BS com a previs\u00e3o de eventos hidrol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong>Praia Grande <\/strong>e as demais oito cidades que fazem parte da Ag\u00eancia Metropolitana (AGEM), aderiram ao Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) que todos os anos tem in\u00edcio em 01 de dezembro e vai at\u00e9 31 de mar\u00e7o do ano seguinte, podendo ser prorrogado caso as chuvas persistam. No PPDC, s\u00e3o adotadas medidas de monitoramento dos \u00edndices pluviom\u00e9tricos atrav\u00e9s dos pluvi\u00f4metros autom\u00e1ticos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), com vistorias nas \u00e1reas de riscos a deslizamentos e inunda\u00e7\u00f5es quando emitidos os alertas pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD) pelas equipes da Defesa Civil e Guarda Civil Municipal Ambiental. Na cidade s\u00e3o realizados constantemente estudos de mapeamentos para as \u00e1reas suscet\u00edveis a deslizamentos e inunda\u00e7\u00f5es\/alagamentos pelo Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas<\/p>\n<p>(IPT) e pelo Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil-CPRM (Companhia de Pesquisa de<\/p>\n<p>Recursos Minerais).<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o a parte da educa\u00e7\u00e3o ambiental, a Defesa Civil de Praia Grande conta com um trabalho voltado para a preven\u00e7\u00e3o chamado Defesa Civil nas Escolas, onde os alunos recebem de forma l\u00fadica o conhecimento b\u00e1sico sobre as atribui\u00e7\u00f5es da Defesa Civil. Dentre elas, destaca-se o conte\u00fado sobre sustentabilidade e descarte incorreto do lixo, que muitas vezes est\u00e1 diretamente ligado aos problemas com alagamentos.<\/p>\n<p>Segundo a Defesa Civil de <strong>Bertioga<\/strong>, para prevenir ocorr\u00eancias, \u00e9 realizado o an\u00fancio de alertas e avisos das condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas para toda a popula\u00e7\u00e3o. Os canais utilizados s\u00e3o os oficiais da Prefeitura e o SMS da Defesa Civil para os n\u00fameros cadastrados.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s ocorr\u00eancias do per\u00edodo do Carnaval, a equipe da Defesa Civil segue vistoriando e acompanhando as \u00e1reas de maior vulnerabilidade do Munic\u00edpio, bem como apoiando o Fundo Social de Solidariedade de Bertioga nas entregas de ajuda humanit\u00e1ria para restabelecer a normalidade<\/p>\n<p>Por meio do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), a Comiss\u00e3o Municipal de Defesa Civil (Comdec) \u2013 \u00f3rg\u00e3o ligado \u00e0 Secretaria Municipal de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Cidadania (Seseg) \u2013 <strong>Cubat\u00e3o <\/strong>monitora as \u00e1reas vulner\u00e1veis e de alto risco com uso de instrumentos de identifica\u00e7\u00e3o: previs\u00e3o meteorol\u00f3gica, \u00edndices pluviom\u00e9tricos e vistorias em campo.<\/p>\n<p>A cidade segue o PPDC, que foi criado pelo Governo do Estado ap\u00f3s os escorregamentos ocorridos no ano de 1988. Na \u00e9poca, o Governo determinou ao Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas (IPT) que realizasse estudos sobre o mapeamento dos problemas e a elabora\u00e7\u00e3o de propostas. Uma dessas foi o Plano Preventivo de Defesa Civil, que tem objetivo de evitar a perda de vidas humanas e bens materiais decorrentes de escorregamentos, inunda\u00e7\u00f5es, enxurradas e outros processos geol\u00f3gicos e hidrol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Em <strong>Mongagu\u00e1<\/strong>, o combate \u00e0s enchentes \u00e9 feito por meio de um conjunto de esfor\u00e7os da Defesa Civil e das diretorias de Obras P\u00fablicas, Servi\u00e7os Externos, Obras Particulares e Meio Ambiente. Dentro do planejamento municipal, as obras de drenagem e as limpezas de c\u00f3rregos e valas s\u00e3o as principais a\u00e7\u00f5es para evitar alagamentos.<\/p>\n<p>J\u00e1 foram executadas obras na Avenida Nossa Senhora de F\u00e1tima, Rua Marcelo Batista, Avenida Jos\u00e9 Jacob Seckler, Rua Rui Barbosa, Rua Bras\u00edlia Teixeira Seckler, rua Bol\u00edvia e muitas outras. Al\u00e9m disso, as equipes da Diretoria de Servi\u00e7os Externos realizam servi\u00e7os peri\u00f3dicos de manuten\u00e7\u00e3o e limpeza de valas, com m\u00e1quina anf\u00edbia e motoniveladoras em todos os bairros.<\/p>\n<p>A Defesa Civil de Mongagu\u00e1 passa por diversas capacita\u00e7\u00f5es anuais para se preparar para os momentos de chuva forte, principalmente, as de mar\u00e7o e, recentemente, conseguiu novos equipamentos e ve\u00edculos para o setor. As diretorias de Obras Particulares e Meio Ambiente atuam com a fiscaliza\u00e7\u00e3o de obras em \u00e1reas proibidas, sendo que a \u00faltima tamb\u00e9m atua na parte de conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental para moradores.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/docs.google.com\/document\/d\/1vrBsWILQq03c3xvJVIQOU3HdQtu-4pfg\/edit?usp=share_link&amp;ouid=104029429600260262490&amp;rtpof=true&amp;sd=true\">Baixe a mat\u00e9ria em Word<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1XvXDU-KEbBZRmp7j1SSPYojfroW9zPlu\/view?usp=share_link\">Baixe a mat\u00e9ria em pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois do temporal do Carnaval, moradores de \u00e1reas de risco devem redobrar a aten\u00e7\u00e3o aos sinais de perigo. 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