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Ano 4   •   nº 092   •   Santos, 29 de março de 2011

 
Artigo

Intercâmbio para todos

Gilberto Rodrigues

O sonho de realizar um intercâmbio internacional universitário está cada vez mais próximo de ser concretizado. Depois de mudar radicalmente a vida de empresas e governos, a globalização está alterando o dia-a-dia da educação, a partir de um vigoroso movimento de internacionalização das universidades.

Estudar e viver em outro país é uma experiência pessoal única; agrega um valor permanente, que se mantém para toda a vida. Nisso, não há nada de novo. A diferença, hoje, é que o mercado de trabalho, em qualquer setor ou segmento – privado, público – avalia os profissionais pela sua trajetória internacional. Tal valorização se aplica aos jovens recém-formados e aos “seniors”. O desafio da viagem, a riqueza de aprender um novo idioma, a emoção de desvendar uma cultura diferente, as dificuldades cotidianas enfrentadas longe do País e da família, todos esses fatores contribuem para a ampliação de nossa capacidade de entender as pessoas e o mundo, além, claro, da aquisição dos conhecimentos humanos, técnicos e científicos adquiridos em outro ambiente universitário; do ponto vista pessoal, traz maturidade, foco, sensibilidade e senso crítico.

Naturalmente, o grau e o conteúdo de uma experiência internacional variam de pessoa a pessoa. Mas posso afirmar, amparado em minha experiência pessoal, que todo o intercambista retorna ao seu país com nova bagagem de ideias, amigos e sonhos.

Tomando a sério essa realidade, muitas universidades brasileiras estão cada vez mais atuando no campo internacional. O que isso significa? Facilitar a ida de seus estudantes para o exterior e receber estudantes estrangeiros; realizar pesquisas e cursos em parceria; estimular o intercâmbio entre professores e pesquisadores. Há mais de uma década, a UniSantos vem atuando na área internacional e recentemente criou o Setor de Relações Internacionais (SRI) para melhor planejar e organizar essa atividade essencial da vida universitária. Já existem acordos com Portugal, Espanha, Suécia etc.; novos convênios com universidades da Argentina, Alemanha e Canadá estão em negociação.

É curioso pensar que as universidades medievais – católicas em sua maioria – foram as precursoras das relações internacionais entre docentes e alunos. Naquele período, o movimento era para poucos; hoje, o intercâmbio é para todos.

Mais informações sobre convênios internacionais na UniSantos pelo telefone 3228-1241.

Gilberto M. A. Rodrigues é professor dos Cursos de Graduação em Direito e Relações Internacionais e do Mestrado em Direito, editor da Revista Leopoldianum e coordenador do Setor de Relações Internacionais (SRI). É doutor pela PUC-SP, mestre pela Universidade para a Paz (Costa Rica) e especialista pela Universidade de Uppsala (Suécia). Foi pesquisador visitante (Fulbright) na Universidade de Notre Dame (EUA)

 

 

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